Monday, November 17

Post Gold

Os Grandes Clássicos A geração dos 80… por Nuno Markl

"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.

‘Quem?’, perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus… Como é que ele consegue viver com ele mesmo?

A própria música: ‘Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além…’ era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D’Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual…

E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.

Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore!

E pior, nunca caiu de uma. É um mole.

Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.

Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.

Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.

Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho…

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.

Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.

Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.

Doenças com nomes tipo ‘Moleculum infanticus’, que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de ‘terno’ nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.

Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.

Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.

E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração ‘rasca’… Nós éramos mais a geração ‘à rasca’, isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.

Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.

É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.’

(Nota: …os chocolates não eram gamados no ‘Pingo Doce’… Ainda se chamava ‘Pão de Açúcar’!!!)"

Que saudades...bolas


Como é se volta para trás? Carrega-se onde???????????

Thursday, November 13

Cá está



Teve de ser. Ajuda a terapia.

Wednesday, November 12

Friday, November 7

Zita Swoon



Em Portugal - 4 de Dezembro Lisboa
Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Wednesday, November 5

Sunday, November 2

Friday, October 31

AI



Caramba...

Sunday, October 26

Leonard Cohen



It's four in the morning, the end of December
I'm writing you now just to see if you're better
New York is cold, but I like where I'm living
There's music on Clinton Street all through the evening.
I hear that you're building your little house deep in the desert
You're living for nothing now, I hope you're keeping some kind of record.

Yes, and Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear
Did you ever go clear?

Ah, the last time we saw you you looked so much older
Your famous blue raincoat was torn at the shoulder
You'd been to the station to meet every train
And you came home without Lili Marlene

And you treated my woman to a flake of your life
And when she came back she was nobody's wife.

Well I see you there with the rose in your teeth
One more thin gypsy thief
Well I see Jane's awake --

She sends her regards.

And what can I tell you my brother, my killer
What can I possibly say?
I guess that I miss you, I guess I forgive you
I'm glad you stood in my way.

If you ever come by here, for Jane or for me
Your enemy is sleeping, and his woman is free.

Yes, and thanks, for the trouble you took from her eyes
I thought it was there for good so I never tried.

And Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear --

Encore



Prometo que é o último sobre dEUS, pelo menos, para já. Mas tinha de vir até aqui escrever sobre a experiência que se atravessou no meu caminho esta semana. Há uns bons 11, 12 anos fui ver um concerto. A banda chamava-se dEUS, vinha da Bélgica era estranha, alternativa (seja lá isso o que for) e subiu ao palco de uma Aula Magna cheia e ávida para a engolir com estilo e savoir faire. Foi amor à primeira, segunda, terceira vista e com direito a um encore. Da invasão do palco naquela noite (a pedido de um Tom Barman a passar pelo auge de qualquer coisa) à consagração mais contida no passado Domingo foram cardos, foram rosas, foram narrativas, foram distúrbios, foram passos, foram paragens, foram mais, foram menos, mas na essência nem um abalo. Perfeito, digo eu. Ainda mais perfeito(ou quase perfeito), saber que tive direito a um encore. O encore.

Sunday, October 19

Círculo



é incrível como os anos passam e nada muda...ou muda... mas haverá sempre aquela parte intocável.

Wednesday, October 15

Para quem merece

Foram dois anos intensos. Muitas emoções, enganos, risos, algumas desulisões, palavras justas (outras nem tanto), desafios, nervos (muitos), gargalhadas, situações, imagens, música, sons, palavras, perguntas, respostas, não respostas, luz, amigos, encontros, desencontros, partilha... a tudo isto respondo com mais uma viragem, com mais um ponto alto e um depois logo se vê. Já agora, permitam-me um forte obrigada a quem esteve ao meu lado na conquista de grandes momentos.

Friday, October 10

Thursday, October 9

10,9,8,7,6,5,4,3,2,1...



E arranca a contagem decrescente

Só uma coisa, o post anterior pretendia ser irónico. Acreditam mesmo nisso?

Tuesday, October 7

Há uma razão para tudo



Pára tudo. Tenho um amigo que se rebelou com a minha suspensão do pensar. Calma rapaz, sabes que isso é impossível.
Hoje tive uma notícia. Uma amiga, a Strangers cá do sítio, andou a fazer pesquisas sobre o chamado Karma e como ela é uma desgraçada que está sempre a levar com os meus atrofios emocionais foi ver o que me ditou o universo para esta vida iniciada suavemente numa bela noite de Maio. Então o meu amigo Karma aponta-me para um caminho de redenção através de traumas românticos. Isto porquê? Ora, porque provavelmente na vida passada era um agente das SS e participei activamente no extermínio de judeus, deficientes e etc. Como participei não sei. Não sei se dava ordens nos campos, se abria o gás, se invadia bairros polacos, não sei, não me lembro (para meu bem). Até podia ter sido o Hitler…ou o outro amiguinho que agora não me lembro do nome…o Himmler ou lá o que é (também não interessa), o Monstro II. Agora a minha questão é só uma, porque raio saio lesada em matéria emocional? É parvo, certo? De qualquer maneira. HEY... UNIVERSO... já captei e sou uma pessoa melhor.